“À uma arquiteta que me disse estar precisando”
O que eu ganho é pouco
É pouco e suado
É sujo e surrado
É triste e sem cor
O que eu ganho é nada
É despertador na madrugada
É humilhação na empreitada
De uma obra sem fim
O que eu ganho é piada
Sem rima sem graça
Sem público de praça
Que não me faz rir
O que eu ganho é honesto
Mesmo assim eu protesto
Se mato-me qual Hefesto
Porque tão pouco assim?
Não me faça essa cara
De repúdio e rancor
De certo já sabe
O que irei lhe propor
À sua porta eu bato
Sem vergonha ou lamento
Quero o que a mim já pertence
Quero um aumento!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
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Acho que estas são as melhores estrofes do blog por enquanto. Parabéns!
ResponderExcluirAcho que vou mandar isso pro meu chefe!